IMATERIAL

PERFORMANCE DE ALEXANDRE LYRA LEITE
COM
AFONSO DE MELO E ERICA RODRIGUES
 

O teatro, tal como o amor, é inexplicável, porque resulta de uma matéria invisível.
O que verdadeiramente
recordamos de um espectáculo? Uma imagem, um fio de luz? A revelação de um gesto subtil, um abraço demorado, duas personagens de costas? Uma palavra que nos bateu forte no peito?
E se no teatro não existisse matéria humana?
O que restaria?

A pintura de Edward Hopper serve de elemento inspirador para a nova performance de Alexandre Lyra Leite, que cruza territórios do teatro e da instalação, para reflectir sobre a dimensão imaterial da percepção e da memória no acontecimento teatral.
 

Imaterial

 

"há coisas que acabam bem.
todos os que gostam da solidão devem alguma coisa a edward hopper, eu devo-lhe mais ainda. devo-lhe o vazio dos acontecimentos, a melancolia, a imobilidade estática que asfixia a vida. devo-lhe as ruas, os prédios, os bares e os quartos vazios, sem ele, nunca teria acontecido o que me aconteceu ontem à noite, calafetado contra as paredes do palácio do sobralinho, edifício maravilhoso, à boleia de um feixe de luz, caído sobre dois seres próximos de nós mas que não podiam estar mais longe um do outro. Imaterial, uma performance absolutamente genial. por isso, hoje, obrigado Alexandre Lyra Leite"
João Vieira, Facebook

 

"No início, a sensação de algo inusitado e intrigante. O tempo a passar e nós suspensos, à espera de algo mais do que a luz, ou a ausência dela, e a música.
Aos poucos, essa música, o cenário e os jogos de luz ganham outros contornos, sentimo-los personagens que contam uma história de encontros e desencontros, amor e desamor.
Esta não é uma peça para todos, é-o para quem tem capacidade para descodificar sentidos. Para quem se deixa navegar por dentro.
A 1ª parte termina sem uma palavra, sem a entrada em cena de um ator. E depois do intervalo, na esteira da mesma imaterialidade onírica, voltamos a sentar-nos, espectadores expectantes, para assistirmos ao deslumbramento de um bailado em que não se dança, mas em que a leveza dos gestos e a narrativa dos corpos cortam o peso da incógnita da 1ª parte e explicitam os subentendidos.
Não há palavras, há emoções, como se só o sentir valesse a pena. Quem se conhece, olha-se e compreende-se, até na incompreensão do outro. A sucessão dos dias, a solidão das noites, o tédio, a paixão, o desencanto, a partida. Está tudo lá, numa poesia muda."
Clara de Barros, Facebook






 

 

 




 

SESSÕES

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FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTES PERFORMATIVAS

CASA DE TEATRO DE SINTRA
4 MAR 2017, 21:30
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PALÁCIO DO SOBRALINHO
SOBRALINHO, VILA F. XIRA
25 NOV A 3 DEZ 2016
TODOS OS DIAS, 21:30
Estreia absoluta
M/12
 

Concepção e direcção artística
ALEXANDRE LYRA LEITE
Interpretação
AFONSO DE MELO
ERICA RODRIGUES
Concepção visual
RITA LEITE
ALEXANDRE LYRA LEITE
Montagem e assistência técnica
FERNANDO TAVARES
JORGE L. SANTOS
PAULO ANTUNES,
JOSÉ RICARDO RIBEIRO FERREIRA
Apoio à produção
YARA CLÉO
SUSANA SERRALHA
CRISTINA RODRIGUES PEREIRA
Agradecimentos
ANA PAULA PADINHA
ESTELA SAMPAIO
FERNANDO COSTA ANTUNES
ISABEL LEITE
JOANA NOVO
MARIA ERMELINDA PAULINO CEITIL
RICARDO PEREIRA
RODRIGO LEITE
SARA BUENO

Produção
INESTÉTICA COMPANHIA TEATRAL 2016
Estrutura financiada pela
CÂMARA MUNICIPAL
DE VILA FRANCA DE XIRA
Apoios
ARTE FRANCA / IMARTE
PAULINO&CEITIL
ÓPTICA PRÍNCIPE REAL - LISBOA

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